Um panorama da Estimulação Magnética Transcraniana

Como o tratamento auxilia a recuperação de pacientes depressivos e bipolares

A Estimulação Magnética Transcraniana (EMT) é uma inovação tecnológica que por meio da emissão de ondas eletromagnéticas, as mesmas dos aparelhos de ressonância, possibilita um tratamento alternativo ou complementar a medicação em casos de depressão, transtorno bipolar e no que se refere a alucinações auditivas de esquizofrênicos. Chamado também de neuromodulação, as ondas ativam ou inibem neurotransmissores, modulando os estados de humor e bem-estar do paciente.

Diretamente relacionada aos quadros depressivos, a falta ou excesso de algumas substâncias afetam o funcionamento da mente, causando sintomas como angústia, falta de concentração e irritabilidade. Enquanto a maioria dos antidepressivos agem aumentando a serotonina – substância responsável por regular o humor – a EMT estimula magneticamente as regiões responsáveis por essas questões no cérebro, contornando assim a resistência que pacientes podem desenvolver ao neurotransmissor e apresentando bons resultados.
Antes do uso da EMT, o paciente passa por uma criteriosa avaliação de seus sintomas, do estado clínico geral e de suas respostas ao tratamento medicamentoso, caso essa opção já tenha sido utilizada. Esse protocolo determina as áreas do cérebro que devem ser estimuladas ou inibidas, assim como a quantidade mínima de sessões e outros pormenores do tratamento.

A neuromodulação pode ser associada aos processos da psicoterapia, não interfere na rotina do paciente e, como não apresenta efeitos colaterais significativos, é uma opção interessante para pacientes que sofrem com esse aspecto do tratamento medicamentoso. Por fim, essa técnica regulada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) é um ato médico privativo, ou seja, precisa ser aplicada por um médico com registro no CFM.

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