A frustração é um estado emocional, que surge da interrupção de um comportamento motivado, ou seja, é um estado psíquico resultante da quebra da expectativa ou realização de algum objetivo por parte do indivíduo que a sente. Por sermos humanos, nossas capacidades são limitadas diante do mundo que vivemos e por isso somos frustrados com certa constância.
Seja negação amorosa, falta de capital para abrir um negócio ou mesmo coisas simples como ver seu time perder podem ativar esse estado em maior ou menor intensidade. Fazendo parte da nossa vida, esse sentimento de que não conseguimos o que buscamos é universal, portanto, todos sentem isso em determinados momentos da vida.

Com isso em mente, é preciso dizer que muito do comportamento de um indivíduo é definido nos seus primeiros anos de criação. O primeiro contato com amor, dor e tantas outras sensações comuns e que iremos experienciar durante todo o decorrer de nossa vida são apresentadas durante a primeira década após o nascimento e esse contato faz com que desenvolvamos a aceitação dessa nossa condição. Mas se enquanto pais bloquearmos com todas as forças o sentimento de falta em nossos filhos, como eles aprenderiam a lidar com isso quando mais velhos?

A necessidade de proteger a cria também é natural, mas a racionalidade deve se sobrepor, na quantia certa, a essa vontade pelo bem dos pequenos. É importante para as crianças aprenderem que nem todo o mundo irá pertencer a ela e lidar com isso é parte de ser um indivíduo que vive em uma sociedade como a nossa. Isso não quer dizer que precisamos privar nossos filhos de conforto, carinho ou bens necessários, mas que realizar todas as vontades de uma criança em desenvolvimento é condená-la a uma vida adulta sem um conhecimento básico para se manter mentalmente saudável.

Se todos os pais soubessem da falta que pequenas doses de frustrações fazem na criação de seus filhos, nossa sociedade seria muito mais madura e consequentemente, mais feliz.

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