Nosso corpo e mente evoluíram para que cada órgão possua função e importância própria. O mesmo vale para nossas emoções e sentimentos. Um exemplo disso é a dor: apesar de ser desconfortável e angustiante, ela nos indica que algo está errado e precisa ser averiguado. A tristeza funciona de maneira semelhante, funcionando como um dispositivo da nossa mente para alertar sobre nossa relação com o ambiente ao redor.

Ficamos tristes em resposta a estímulos como memórias, vivências ou ainda situações específicas como a perda de um emprego ou término de relacionamento. Diferente da dor que age de forma imediata, a tristeza é elaborada pela nossa psique (através de processos químicos no cérebro), amadurecida e então sentida, sendo uma resposta natural à frustração e à perda. O que ganhamos com isso é um conjunto de fatores – autorreflexão, busca por apoio e diminuição no ritmo de vida, que nos proporciona a volta ao estado de felicidade (ou, pelo menos, de neutralidade).

Como envolve as reações químicas do nosso sistema, a tristeza está disposta a sofrer alterações e tornar-se um sentimento que não se esvai e nem ajuda o paciente a se desenvolver. Esse estado, por sua vez, pode tornar-se patológico e passível de tratamento.
Obviamente, o estar triste e a depressão possuem ligações, entretanto, o indivíduo precisa detectar se esse sentimento é natural, justificado e relaciona-se com sua vida ou apenas surge de maneira abrupta, instalando-se por grandes períodos nele sem razão para acontecer e impedindo a realização de atividades e tarefas cotidianas. No último caso, o auxílio de profissionais é importante.

O mais importante disso tudo, é aprendermos que, como ninguém consegue ser feliz o tempo inteiro, precisamos lidar com nossa tristeza, compreendê-la e reagir da maneira adequada, seja aprendendo com ela ou buscando ajuda profissional.

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